Sexta-feira, Agosto 21, 2026
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Luciano Gonçalves quebrou o silêncio sobre a polémica na arbitragem

Luciano Gonçalves quebrou o silêncio sobre as suspeitas relacionadas com o exercício das suas funções enquanto presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, rejeitando todas as acusações.

“Rejeito, de forma absoluta e categórica, todas as imputações que me são dirigidas. Tenho a consciência absolutamente tranquila e a plena convicção de que a verdade dos factos será integralmente apurada”, afirmou.

O dirigente revelou ainda que pediu à FPF para investigar o caso e que avançou para os tribunais para defender o seu nome. “Tomei a iniciativa de solicitar aos órgãos competentes da Federação Portuguesa de Futebol a apreciação e o integral apuramento desta situação” e “recorri aos meios judiciais competentes para defesa da minha honra, do meu bom nome e da minha família.”

Luciano Gonçalves negou qualquer favorecimento ou interferência nas nomeações dos árbitros. “Nunca revelei a qualquer Presidente, dirigente ou representante de qualquer clube a identidade do árbitro nomeado para qualquer jogo antes da respetiva comunicação oficial.” Acrescentou ainda: “Nunca qualquer Presidente ou dirigente de clube me pediu a nomeação de um árbitro específico para qualquer encontro e nunca me senti influenciado, condicionado ou pressionado nas tomadas de decisão do Conselho de Arbitragem.”

Sobre a atuação junto dos árbitros, foi igualmente perentório: “Nunca procurei influenciar qualquer árbitro no exercício das suas funções, nunca solicitei a qualquer árbitro que atuasse de forma contrária aos seus deveres e sempre respeitei, de forma absoluta, a independência que deve caracterizar a arbitragem portuguesa.”

O presidente do Conselho de Arbitragem explicou também que os encontros com dirigentes dos clubes tiveram apenas um caráter institucional. “Nunca tiveram como finalidade antecipar nomeações, permitir qualquer influência sobre as mesmas ou condicionar decisões do Conselho de Arbitragem.”

A terminar, deixou uma crítica aos julgamentos públicos e pediu que o caso seja analisado com base na prova. “Quem acredita na sua inocência não pede silêncio; pede escrutínio. Foi exatamente o que fiz.” E concluiu: “Peço apenas que me seja aplicado o mesmo princípio que sempre defendi para a arbitragem portuguesa: que a minha atuação seja apreciada pelos factos, pela prova e pelas conclusões das entidades competentes, e nunca por rumores, interpretações ou especulações. A verdade não precisa de ruído para prevalecer. Precisa apenas de ser procurada com independência, rigor e justiça.”

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